Sendo assim, melhor que lamentar é conseguir enxergar, além da importância de um novo passo, a poesia que às vezes passa despercebida em questões de vestibulares como o de ontem:
"A maneira de andar como quem busca estrelas pelo chão.
A cabeça a dar contra os muros.
Em cada olho, o mundo como um punhal - cravado.
O pensamento a abrir estradas numa várzea distante.
Diante do mar, a sede, a sede de beber a vida em infinitas viagens.
As garras de gato ante paredes impostas.
A impaciência de que chegue a manhã e a praia, a tarde e o amor.
O coração que bate ao som de fábulas.
Que bate contra rochedos mortos numa praia de cinza onde palpita o primeiro amor.
Coração eterno."
Afonso Felix de Sousa, em autoretrato


Quentin Tarantino tem uma legião de fãs. Eu definitivamente não sou um deles. Nunca consegui terminar nenhum de seus filmes. Não gosto de seu estilo, apesar de reconhecer algumas qualidades.
Assim sendo o próprio Rod Stewart segue a fórmula e lança agora Soulbook. Uma coletânea com clássicos da soul music dos anos 60 e 70 mas que nem de longe tem a qualidade da série anterior, as músicas são fracas e os arranjos deixam a desejar. Sua versão para If You Don't Know me by Now dá saudade do Simple Red. Nem o dueto com Stevie Wonder em My Cherie Amoure ou com Mary J. Blige em You Make Me Feel Brand New conseguem ajudar.
Na mesma linha, o cantor, pianista e double de ator Harry Connick Jr vem com Your Songs, com clássicos populares que marcaram época. Sucessos interpretados por Frank Sinatra, Elvis Presley, Billy Joel, Beatles, Elton John, Tony Bennet e Nat King Cole.