Vai chegar o dia em que sua maior riqueza serão as lembranças".
domingo, 16 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Todo Menino é um rei
"Todo menino é um rei
Eu também já fui rei
Mas quá! Despertei!
(...)
menino sonha demais
Menino sonha com coisas que a gente cresce e não vê jamais."
Eu também já fui rei
Mas quá! Despertei!
(...)
menino sonha demais
Menino sonha com coisas que a gente cresce e não vê jamais."
trecho da música de Nelson Rufino e Zé Luiz
sábado, 1 de outubro de 2011
Pequeno perfil de um cidadao comum
"Era um cidadão comum como esses que se vê na rua
Falava de negócios, ria, via show de mulher nua
Vivia o dia e não o sol, a noite e não a lua
Acordava sempre cedo (era um passarinho urbano)
Embarcava no metrô, o nosso metropolitano...
Era um homem de bons modos: 'Com licença; - Foi engano'
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que caminha para a morte pensando em vencer na vida
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que tem no fim da tarde a sensação da missão cumprida
Acreditava em Deus e em outras coisas invisíveis
Dizia sempre sim aos seus senhores infalíveis
Pois é; tendo dinheiro não há coisas impossíveis
Mas o anjo do Senhor (de quem nos fala o Livro Santo)
Desceu do céu pra uma cerveja, junto dele, no seu canto
E a morte o carregou, feito um pacote, no seu manto"
Falava de negócios, ria, via show de mulher nua
Vivia o dia e não o sol, a noite e não a lua
Acordava sempre cedo (era um passarinho urbano)
Embarcava no metrô, o nosso metropolitano...
Era um homem de bons modos: 'Com licença; - Foi engano'
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que caminha para a morte pensando em vencer na vida
Era feito aquela gente honesta, boa e comovida
Que tem no fim da tarde a sensação da missão cumprida
Acreditava em Deus e em outras coisas invisíveis
Dizia sempre sim aos seus senhores infalíveis
Pois é; tendo dinheiro não há coisas impossíveis
Mas o anjo do Senhor (de quem nos fala o Livro Santo)
Desceu do céu pra uma cerveja, junto dele, no seu canto
E a morte o carregou, feito um pacote, no seu manto"
domingo, 25 de setembro de 2011
O rock de ressaca com o fim do R.E.M.
Tem algumas coisas que quando a gente vai dizer, alguém já disse.
Não tem problema, ainda mais se esse alguém o fez de forma que seria muito melhor que a sua.
O texto de Daniel Setti no blog do Ricardo Setti sobre o fim do R.E.M. é isso.
"31 anos de estrada sem interrupções notáveis; 15 álbuns de estúdio (média de um cada dois anos), quase todos bons ou excelentes; em três décadas, apenas uma mudança de formação em seu núcleo (a saída do baterista Bill Berry em 1997).
Com um currículo destes, de fazer inveja a qualquer grupo de rock – e de outros gêneros também –, o R.E.M. entristeceu seus milhões de fãs na semana passada ao anunciar que encerrará as atividades, de forma plenamente amigável e bem resolvida, segundo seus integrantes.
Uma surpresa, antes de mais nada, levando-se em conta que a banda de Athens, Georgia, seguia com seu prolífico ritmo de trabalho, com enérgicos shows e um disco laçado este ano (o elogiado Collapse into Now); e uma pena, se considerarmos a consistência e a qualidade da obra de Michael Stipe (vocais), Peter Buck (guitarras) e Mike Mills (baixo, piano, vocais).
Influenciado por bandas dos anos 1960 como Byrds e artistas dos 1970, como Patti Smith, o R.E.M. trouxe uma injeção de conteúdo lírico e melódico ao rock norte-americano no começo da década seguinte, um período de transição na música pop, no qual quem não aderia aos sintetizadores tinha que trabalhar dobrado para chamar a atenção nas paradas.
Mesmo assim, conquistando pouco a pouco um público no meio independente, Stipe e companhia foram fomentando uma cena própria – rapidamente batizada como College Rock pela crítica, em referência ao fato de muitos integrantes destas bandas serem universitários ou intelectualóides – e influenciando outros grupos até alcançarem o grande público com os álbuns Green (1988), Out of Time (1991) e Automatic for the People (1992). A explosão do chamado rock independente, liderada pelo Nirvana – banda declaradamente admiradora do R.E.M. – contribuiu em parte para a subida do então quarteto ao mainstream.
Diante do equilíbrio entre as diferentes fases do R.E.M., todas valiosas, é difícil escolher uma única faixa do grupo para encerrar o post. Mas há que se ater a uma, então ficamos com uma clássica amostragem do som do trio – a voz imitadíssima de Stipe, os lindos dedilhados da guitarra de Buck, os backing vocals inconfundíveis de Mills -- em “Driver 8”, do terceiro disco, Fables of the Reconstruction (1985), executada em show em Buenos Aires em 2008."
"31 anos de estrada sem interrupções notáveis; 15 álbuns de estúdio (média de um cada dois anos), quase todos bons ou excelentes; em três décadas, apenas uma mudança de formação em seu núcleo (a saída do baterista Bill Berry em 1997).
Com um currículo destes, de fazer inveja a qualquer grupo de rock – e de outros gêneros também –, o R.E.M. entristeceu seus milhões de fãs na semana passada ao anunciar que encerrará as atividades, de forma plenamente amigável e bem resolvida, segundo seus integrantes.
Uma surpresa, antes de mais nada, levando-se em conta que a banda de Athens, Georgia, seguia com seu prolífico ritmo de trabalho, com enérgicos shows e um disco laçado este ano (o elogiado Collapse into Now); e uma pena, se considerarmos a consistência e a qualidade da obra de Michael Stipe (vocais), Peter Buck (guitarras) e Mike Mills (baixo, piano, vocais).
Influenciado por bandas dos anos 1960 como Byrds e artistas dos 1970, como Patti Smith, o R.E.M. trouxe uma injeção de conteúdo lírico e melódico ao rock norte-americano no começo da década seguinte, um período de transição na música pop, no qual quem não aderia aos sintetizadores tinha que trabalhar dobrado para chamar a atenção nas paradas.
Mesmo assim, conquistando pouco a pouco um público no meio independente, Stipe e companhia foram fomentando uma cena própria – rapidamente batizada como College Rock pela crítica, em referência ao fato de muitos integrantes destas bandas serem universitários ou intelectualóides – e influenciando outros grupos até alcançarem o grande público com os álbuns Green (1988), Out of Time (1991) e Automatic for the People (1992). A explosão do chamado rock independente, liderada pelo Nirvana – banda declaradamente admiradora do R.E.M. – contribuiu em parte para a subida do então quarteto ao mainstream.
Diante do equilíbrio entre as diferentes fases do R.E.M., todas valiosas, é difícil escolher uma única faixa do grupo para encerrar o post. Mas há que se ater a uma, então ficamos com uma clássica amostragem do som do trio – a voz imitadíssima de Stipe, os lindos dedilhados da guitarra de Buck, os backing vocals inconfundíveis de Mills -- em “Driver 8”, do terceiro disco, Fables of the Reconstruction (1985), executada em show em Buenos Aires em 2008."
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Musica no intervalo
A utilização da música nos comerciais de TV pode ser decisiva para seu o sucesso.
Estão no ar três exemplos bem claros da diferença entre um ótimo comercial, um ruim e outro mediano. Todos anunciando carros.
Nissan Frontier
Esse nem é preciso apresentar, tamanho o sucesso que os Pôneis Malditos tem feito e principalmente entre a criançada, que aliás nem é o público-alvo do comercial.
É bem provável que os consumidores de pick-ups se lembrem dos pôneis na hora da compra em comparação com outra menos potentes; independente disso, a campanha virou sucesso na internet, ficando nos trending topics do Twitter e tendo mais de 5 milhões de visualizações no You Tube. Uma ideia genial.
Mas... o CONAR vai investigar o conteúdo do vídeo por fazer associação de figuras infantis com a palavra “malditos”. Uma besteira.
VolksWagem Fox
Faz um alusão ao Rock in Rio e homenageia o Queen (pelo menos a intenção é boa) com Bohemian Rapsody, foi no mínimo infeliz com a ideia dos bigodes. Sem graça.
E essa geração que compra um carro como o Fox não tem a obrigação de conhecer um clássico dos anos 70, nem tão pouco saber que o vocalista da banda usava o tal bigode.
Além do mais, será mesmo que alguém vai comprar um carro só porque traz os hits da história do festival, quando estão todos aí disponiveis na rede?
Poderiam ter sido bem mais criativos.
Mitsubishi Pajero
No ar também um outro comercial no qual a Mitsubishi promove a sua Pajero com o mote da juventude e utiliza a música Don't Stop Me Now, também do Queen. Concidência? Não, nesse caso, o público-alvo é um homem mais maduro, que provavelmente curtiu os sucessos da banda nos anos 70 e 80. Ainda assim, uma letra em português seria melhor assimilada.
Fazer com que o homem sinta-se mais jovem dirigindo um fora de estrada é redundante, mas funciona. Talvez pudesse ser um apenas pouco mais sutil quanto ao rejuvenescimento.
Estão no ar três exemplos bem claros da diferença entre um ótimo comercial, um ruim e outro mediano. Todos anunciando carros.
Nissan Frontier
Esse nem é preciso apresentar, tamanho o sucesso que os Pôneis Malditos tem feito e principalmente entre a criançada, que aliás nem é o público-alvo do comercial.
É bem provável que os consumidores de pick-ups se lembrem dos pôneis na hora da compra em comparação com outra menos potentes; independente disso, a campanha virou sucesso na internet, ficando nos trending topics do Twitter e tendo mais de 5 milhões de visualizações no You Tube. Uma ideia genial.
Mas... o CONAR vai investigar o conteúdo do vídeo por fazer associação de figuras infantis com a palavra “malditos”. Uma besteira.
VolksWagem Fox
Faz um alusão ao Rock in Rio e homenageia o Queen (pelo menos a intenção é boa) com Bohemian Rapsody, foi no mínimo infeliz com a ideia dos bigodes. Sem graça.
E essa geração que compra um carro como o Fox não tem a obrigação de conhecer um clássico dos anos 70, nem tão pouco saber que o vocalista da banda usava o tal bigode.
Além do mais, será mesmo que alguém vai comprar um carro só porque traz os hits da história do festival, quando estão todos aí disponiveis na rede?
Poderiam ter sido bem mais criativos.
Mitsubishi Pajero
No ar também um outro comercial no qual a Mitsubishi promove a sua Pajero com o mote da juventude e utiliza a música Don't Stop Me Now, também do Queen. Concidência? Não, nesse caso, o público-alvo é um homem mais maduro, que provavelmente curtiu os sucessos da banda nos anos 70 e 80. Ainda assim, uma letra em português seria melhor assimilada.
Fazer com que o homem sinta-se mais jovem dirigindo um fora de estrada é redundante, mas funciona. Talvez pudesse ser um apenas pouco mais sutil quanto ao rejuvenescimento.